
Existe um ditado antigo, simples e extremamente atual no mundo da gestão:
“O olho do dono é que engorda o gado.”
Enquanto a empresa é pequena, essa frase faz todo sentido. O dono está presente no dia a dia, acompanha de perto a operação, conhece as pessoas, percebe desvios rapidamente e corrige problemas quase em tempo real. Nada passa despercebido por muito tempo.
O problema surge quando a empresa cresce. Quando o crescimento afasta o dono da operação.
À medida que a empresa evolui, a complexidade aumenta. Processos se multiplicam, equipes crescem, áreas se especializam e decisões passam a ser distribuídas.
Nesse momento, algo inevitável acontece: o dono deixa de conseguir enxergar a operação como antes.
Não por falta de interesse, mas por impossibilidade física e operacional. Já não é mais viável acompanhar:
panhar:
- cada exceção criada.
- cada rotina executada,
- cada decisão tomada,
- cada cadastro ajustado,
O “olho do dono” deixa de estar presente — e, se nada o substitui, o controle se perde.
Onde surgem as falhas? Quando não existe supervisão contínua, estruturada e objetiva, as falhas começam a aparecer. Em geral, elas surgem por três motivos principais:
- Falta de conhecimento: O usuário não foi treinado corretamente, não entende o impacto do que faz ou desconhece o processo completo.
- Erro operacional: Pressão por agilidade, excesso de exceções, atalhos criados para “ganhar tempo” acabam gerando inconsistências e retrabalho.
- Má-fé: Em ambientes sem controle e sem rastreabilidade, oportunidades para desvios, manipulações e fraudes surgem naturalmente.
É importante deixar claro: a maioria dos problemas nasce nos dois primeiros pontos. Mas sem controle, até ambientes bem-intencionados ficam vulneráveis ao terceiro.
Supervisão muda comportamento
Existe um fator muitas vezes ignorado, mas amplamente comprovado na prática:
quando alguém sabe que está sendo acompanhado, o nível de atenção muda.
Usuários supervisionados:
- executam processos com mais cuidado,
- respeitam regras de negócio,
- entendem melhor o que se espera da sua área,
- e assumem mais responsabilidade pelos resultados.
Não se trata de vigilância punitiva.
Trata-se de clareza, expectativa e responsabilidade.
Supervisão bem estruturada cria maturidade operacional.
O limite da gestão baseada apenas em pessoas.
Confiar apenas em gestores intermediários, relatórios manuais ou percepções subjetivas não escala. Pessoas mudam, prioridades variam e a complexidade cresce mais rápido do que a capacidade humana de controle.
É nesse ponto que o ditado precisa ser reinterpretado: Quando o olho do dono não pode mais estar presente, a tecnologia precisa enxergar por ele.
Gestão à vista: o novo “olho do dono”
Empresas maduras substituem o acompanhamento informal por gestão à vista, baseada em dados confiáveis, monitoramento contínuo e indicadores claros.
Gestão à vista significa:
- saber o que está sendo feito,
- como está sendo feito,
- se está dentro das regras,
- e qual o impacto no resultado — em tempo real.
É o conceito de controladores 24×7, que não se cansam, não esquecem e não dependem de percepção subjetiva.
Tecnologia como extensão da governança
Não se trata de controlar pessoas, mas de controlar processos, regras e resultados. A tecnologia passa a exercer o papel que antes era do dono: observar, sinalizar desvios e dar visibilidade à gestão.
Nesse contexto surgem ferramentas criadas especificamente para esse papel de controle contínuo e gestão à vista, como o 4Controller, desenvolvido pela Positiva Soluções.
A proposta é simples: permitir que a liderança volte a enxergar a operação — mesmo em empresas grandes, complexas e em constante mudança — acompanhando uso, qualidade, segurança e performance do ERP de forma permanente.
Porque, no fim, o gado continua precisando de cuidado.
A diferença é que, hoje, o olho do dono precisa ser digital, contínuo e baseado em dados.
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