
As 7 fraudes mais comuns que já me deparei no atacado distribuidor
Se você trabalha no atacado distribuidor e utiliza o ERP WinThor, existe uma verdade desconfortável que precisa ser dita:
O mesmo ERP utilizado por uma empresa com 10 usuários é o mesmo utilizado por empresas com 500 ou 1.000 usuários.
Ou seja: o sistema possui centenas de regras de negócio, permissões, travas operacionais e mecanismos de segurança capazes de atender operações extremamente complexas.
O problema?
Grande parte das empresas desconhece boa parte dessas regras.
E é exatamente nesse ponto que muitos riscos começam.
Permissões excessivas, acessos indevidos, falta de segregação de função, parametrizações frágeis, processos manuais e ausência de governança operacional acabam abrindo espaço para perdas silenciosas — e, em alguns casos, fraudes.
Existe uma verdade desconfortável que precisa ser dita:
A fraude nem sempre começa com má-fé.
Na prática, os maiores prejuízos operacionais e financeiros normalmente começam de forma silenciosa — muitas vezes escondidos dentro do próprio ERP.
E depois de anos acompanhando operações, consultorias e auditorias no segmento atacadista distribuidor, percebi um padrão:
a fraude (ou o risco financeiro) costuma acontecer de 3 formas.
Como as fraudes acontecem?
1. Falta de conhecimento
Nem sempre alguém faz algo errado porque quer.
Muitas vezes, a pessoa simplesmente não conhece a regra, não entende o impacto financeiro da operação ou nunca recebeu treinamento adequado.
Exemplos comuns:
⚠️ Operações executadas sem entender o impacto contábil
⚠️ Erros fiscais por desconhecimento do processo
⚠️ Movimentações financeiras feitas sem validação adequada
⚠️ Permissões utilizadas sem entendimento do risco
O problema?
Pequenos erros repetidos diariamente geram grandes perdas silenciosas.
2. Falta de atenção
A correria operacional também gera prejuízo.
Pressão por resultado, excesso de tarefas, retrabalho e processos manuais aumentam muito o risco operacional.
E aí começam os erros:
⚠️ Baixas indevidas
⚠️ Falhas no fechamento financeiro
⚠️ Ajustes feitos sem conferência
⚠️ Erros de estoque, margem ou faturamento
Nem sempre é fraude.
Às vezes é apenas um ambiente sem controle.
3. Má-fé
Sim, ela existe.
Mas aqui vai um ponto importante:
A má-fé cresce onde o ambiente permite.
Quando não existe segregação de função, auditoria, rastreabilidade e controle de acesso, a empresa cria oportunidades perigosas.
O problema raramente é apenas a pessoa.
O problema normalmente é um processo sem governança.
E isso nos leva à pergunta mais importante:
Você realmente sabe quem pode fazer o quê dentro do seu ERP?
Como aprendi com um cliente ao longo da minha jornada no atacado distribuidor:
“Confiar conferindo, para não precisar desconfiar.”
Porque segurança operacional não significa trabalhar desconfiando das pessoas.
Significa criar processos, controles e rastreabilidade que protejam a empresa — e também as próprias pessoas.
As 7 fraudes mais comuns que já me deparei no atacado distribuidor
Ao longo dos anos trabalhando com ERP no atacado distribuidor, encontrei cenários que vão desde erros operacionais até fraudes estruturadas.
O mais preocupante?
Muitas empresas só percebem o problema no fechamento financeiro — quando o prejuízo já aconteceu.
Veja alguns dos cenários mais comuns:
1. Prorrogação indevida de títulos a receber
Quem pode prorrogar vencimentos?
Existe aprovação?
Existe limite?
Sem controle, títulos vencidos podem ser prorrogados continuamente, mascarando inadimplência e distorcendo o resultado financeiro.
2. Baixa de títulos com DNI pendente
Baixar um título enquanto ainda existem pendências financeiras pode esconder inconsistências graves.
Impactos comuns:
⚠️ Distorção do contas a receber
⚠️ Inconsistência financeira
⚠️ Falta de rastreabilidade
3. Atraso proposital no acerto de fechamento
Nem sempre a fraude está no que é feito.
Às vezes está no que não é feito.
Quando ajustes são atrasados, o resultado do mês pode parecer melhor artificialmente.
Até o fechamento seguinte.
4. Faturamento indevido de bonificações
Bonificações sem regra clara.
Sem autorização.
Sem governança.
O impacto normalmente aparece na margem e no resultado operacional.
5. Concessão indevida de descontos
Quem pode dar desconto?
Quanto?
Para quais clientes?
Sem controle, a margem da empresa começa a evaporar silenciosamente.
6. Exclusão manual de contas a receber
Uma pergunta simples:
Quem consegue excluir um título dentro do ERP hoje?
Se você não sabe responder isso rapidamente, existe um risco operacional importante.
7. Transferências que não chegam ao destino
Mercadoria sai da origem.
Mas chegou corretamente no destino?
Esse é um dos problemas mais comuns em operações com baixa maturidade operacional.
O reflexo aparece em:
📉 Estoque
📉 CMV
📉 Margem
📉 Resultado financeiro
Segurança no ERP não é desconfiar das pessoas. É criar governança.
Empresas maduras não operam baseadas apenas na confiança.
Elas operam com:
✅ Regras claras
✅ Perfis de acesso definidos
✅ Auditoria operacional
✅ Indicadores de risco
✅ Rastreabilidade
Porque no fim, segurança operacional não protege apenas o ERP.
Ela protege o caixa, a margem e a saúde financeira da empresa.
E fica a pergunta:
Você realmente sabe quem pode fazer o quê dentro do seu ERP?
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Porque quem não mede os riscos da operação… normalmente só descobre o prejuízo no fechamento financeiro.
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